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Gosto de tratar sobre as relações humanas, que hoje em dia, deixaram de ser humanas. As relações humanas estão mais alicerçadas no ‘puxa-saquismo’. Isso vem de muito tempo, de longa data, desde os primórdios da humanidade. Interessante observar que essa história de ‘puxar o saco’ se tornou evidente, quando algum homem teve poder sobre outro. O sonho secreto dos homens é de algum dia chegar ao poder, exercer o poder sobre um grupo de pessoas. Analisemos um pouco a figura do bajulador. Seria um malandro, um oportunista, um dependente afetivo-compulsivo ou um ‘inocente’ útil. O malandro e o oportunista fazem dessas relações um jogo. Tudo o que dizem, pensam, suas atitudes são adequações circunstanciais, dê preferência para agradar ao seu superior. Alguns têm êxito nessa relação virtual, outros não resistem às nuances traiçoeira dos interesses da relação. Quero me centrar nas figuras do dependente afetivo-compulsivo, ‘inocente’ útil. E ocorre um fenômeno muito interessante nessa época embebida pela pós-modernidade: uma relação que perdura somente pela égide da utilidade, faz com que o indivíduo massacre a sua personalidade e subjetividade. Ter as mesmas opiniões do chefe, tanto em termos profissionais quanto em termos pessoais. O indivíduo aceita tudo, é um humano buraco negro que vai recebendo tudo o que vem pela frente. Dizem que esse século XXI é caracterizado pela depressão, pela solidão. Vejo uma aglomeração humana desumanizada e desumanizadora. Massa amorfa, sem vida. Como até as relações humanas se objetificaram, parece que para o indivíduo pós-moderno, um moderno mais modernizado, não é mais possível se encontrar não tendo interesses que o interessem. Por falar nisso, me deu saudade de sentar com amigos em um bar e não ver o tempo passar. Apreciar suas presenças mais do que qualquer coisa que poderiam me oferecer, deu saudade…